[{"Value":"","Discard":false,"Expires":9999999999}]Sociologia da segurança
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Reflexão, Valorização e FormaçãoSun, 14 Dec 2025 21:28:56 +0000pt-BR
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3232A Gestão e o Profissional: Relaçõesentre Supervisores e Liderados naAtividade de Vigilância
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https://sociologiadaseguranca.com.br/a-gestao-e-o-profissional-relacoesentre-supervisores-e-liderados-naatividade-de-vigilancia/#respondSat, 29 Nov 2025 22:09:25 +0000https://sociologiadaseguranca.com.br/?p=1783Autor: Francisco Adry Instituição: Sociologia da Segurança E-mail: profesoradrisergio@gmail.com Conheça o livro em: www.sociologiadaseguranca.com.br
RESUMO Este artigo examina a relação entre gestores, supervisores e profissionais da área de vigilância privada, destacando o impacto da comunicação, da postura gerencial e de fatores pessoais sobre o desempenho organizacional. Analisa-se como estilos de liderança, práticas comunicacionais, equilíbrio emocional e valores individuais influenciam a dinâmica de trabalho, contribuindo tanto para motivação quanto para conflitos internos. A discussão fundamenta-se em autores como Garcia (2012) e Kurt Lewin, abordando elementos como abuso de autoridade, comunicação autoritária, tensão emocional e a importância da espiritualidade e da vida familiar no comportamento do líder. Conclui-se que a gestão humanizada, baseada na escuta, na clareza comunicacional e no autoconhecimento, promove ambientes mais saudáveis, fortalece equipes e potencializa resultados. Palavras-chave: liderança; vigilância privada; comunicação; gestão de pessoas; relações hierárquicas.
ABSTRACT This article examines the relationship between managers, supervisors, and professionals in the private security sector, highlighting the impact of communication, managerial behavior, and personal factors on organizational performance. It analyzes how leadership styles, communicative practices, emotional balance, and individual values influence workplace dynamics, contributing either to motivation or internal conflict. Based on authors such as Garcia (2012) and Kurt Lewin, the discussion explores issues such as authority abuse, authoritarian communication, emotional tension, and the importance of spirituality and family life in leaders’ behavior. It concludes that humanized management—grounded in listening, communicative clarity, and self-awareness—promotes healthier environments, strengthens teams, and enhances results. Keywords: leadership; private security; communication; people management; hierarchical relations. Introdução O setor de vigilância privada caracteriza-se por grande responsabilidade operacional, exigindo precisão, disciplina, atenção contínua e condutas alinhadas a normas legais e organizacionais. Dentro desse contexto, a relação entre supervisores e vigilantes assume papel importante para o bom desempenho das atividades, uma vez que a comunicação e as práticas de liderança influenciam diretamente a execução das rotinas operacionais e o comportamento dos profissionais. Empresas do setor geralmente afirmam valorizar liderança humanizada, empatia e respeito. Contudo, observa-se na prática que discursos institucionais nem sempre se traduzem em condutas gerenciais. Comportamentos autoritários, comunicação agressiva e falta de escuta ativa ainda fazem parte da realidade de muitos ambientes de trabalho, comprometendo o clima organizacional e o desempenho das equipes. Diante disso, este artigo busca analisar a gestão na área de vigilância sob perspectiva ampliada, considerando não apenas os aspectos formais da liderança, mas também fatores humanos que influenciam atitudes gerenciais, como saúde emocional, vida familiar, espiritualidade e valores pessoais.
A Gestão como Mediadora do Desempenho Profissional 2.1 O papel do gestor na vigilância privada O gestor ou supervisor atua como elo entre a administração superior e os profissionais operacionais. Cabe-lhe orientar, monitorar, avaliar e corrigir condutas, garantindo que os vigilantes mantenham padrões de qualidade e segurança. A eficácia desse processo depende de comportamentos gerenciais que favoreçam: ● clareza nas orientações; ● feedback construtivo; ● coerência entre discurso e prática; ● relação de respeito com os trabalhadores. Quando essas condições não são atendidas, surgem ruídos, conflitos e insegurança profissional. 2.2 Metas e acompanhamento como ferramentas de desenvolvimento As metas operacionais são essenciais para o alinhamento das atividades. Contudo, a mera imposição de metas sem diálogo e acompanhamento pode gerar ansiedade, sentimento de cobrança desproporcional e queda de desempenho. Por outro lado, quando bem definidas e explicadas, as metas funcionam como: ● instrumentos de aprendizagem; ● meios de identificação de dificuldades; ● estímulos ao desenvolvimento de competências. Assim, a gestão deve utilizar metas como recurso pedagógico, não como mecanismo de intimidação.
Comunicação, Liderança e Abuso de Autoridade A comunicação é um dos principais fatores que determinam a qualidade da relação entre gestores e liderados. De acordo com Garcia (2012), aproximadamente 73% dos problemas organizacionais advêm de falhas de comunicação. Em alguns contextos, esse percentual pode chegar a 90%. Três dimensões merecem destaque: 3.1 Tom de voz como instrumento de autoridade O tom de voz comunica emoções e intenções. Tons ríspidos, agressivos ou sarcásticos podem causar humilhação velada, medo, retraimento e insegurança. Em ambientes hierárquicos, como a vigilância, os efeitos psicológicos são ainda mais intensos. Consequências incluem: ● baixa autoestima; ● bloqueios emocionais; ● medo de dialogar; ● sensação de perseguição. 3.2 Fala abusiva e violência psicológica A fala abusiva ultrapassa o conteúdo técnico. Ela se manifesta por meio de: ● comparações humilhantes; ● frases depreciativas; ● ameaças veladas; ● apontamento excessivo de falhas. Esse comportamento destrói a confiança do profissional e, em longo prazo, pode gerar ansiedade, afastamentos médicos e queda de produtividade. 3.3 Comunicação autoritária A comunicação autoritária consiste na imposição unilateral de ordens, sem escuta ou abertura para sugestões. Nesse modelo, o vigilante torna-se mero executor, sem autonomia ou participação. Consequências: ● perda de engajamento; ● clima organizacional frio; ● rotatividade elevada; ● baixa inovação operacional.
Comunicação e Cultura Organizacional A comunicação entre gestores e equipe reflete a cultura interna. Quando há coerência entre práticas e valores institucionais, constrói-se confiança. Quando há contradição entre o que se prega e o que se faz, instala-se ambiente de cinismo organizacional. A partir da Teoria de Campo de Kurt Lewin, entende-se que relações humanas produzem tensões naturais, gerando resistências quando não são mediadas de forma adequada. Lewin argumenta que conflitos surgem quando “um lado tenta impor e outro tenta resistir”. No setor de vigilância, isso se evidencia em situações de cobrança excessiva, ordens mal explicadas e falta de sensibilidade às realidades individuais dos trabalhadores.
Fatores Humanos que Influenciam o Comportamento do Gestor 5.1 Saúde física e emocional Gestores também lidam com: ● estresse crônico; ● insônia; ● quadros de ansiedade; ● dores físicas; ● exaustão mental. Esses fatores prejudicam a empatia e a paciência, causando lapsos de comunicação, rispidez involuntária e decisões impulsivas. 5.2 Vida familiar e relações pessoais Problemas familiares têm impacto direto na postura profissional. Preocupações domésticas, conflitos conjugais ou doenças na família reduzem a capacidade de equilíbrio emocional, afetando o clima organizacional. 5.3 Questões financeiras Embora ocupem cargos de liderança, muitos gestores vivem sob pressão financeira e insegurança profissional. Isso os leva a comportamentos defensivos, centralizadores e, em alguns casos, autoritários. 5.4 Falta de tempo para a família A privação de tempo familiar pode resultar em: ● esvaziamento emocional; ● irritabilidade; ● sensação de isolamento; ● desgaste psicológico. Gestores desequilibrados emocionalmente tendem a reproduzir esse desequilíbrio na equipe.
Espiritualidade, Fé e Valores como Fatores de Equilíbrio Espiritualidade e fé não se limitam a práticas religiosas. Representam valores, sentido de propósito e conexão com princípios éticos. A ausência desses elementos pode gerar liderança fria e mecanizada, voltada exclusivamente para resultados. Segundo Unicesumar (2021), espiritualidade refere-se à relação com Deus e à capacidade de descansar temores e inquietações em uma dimensão superior. Líderes espiritualmente equilibrados demonstram maior: ● discernimento; ● humildade; ● capacidade de escuta; ● maturidade emocional. Sem esses fundamentos, o gestor tende a agir com rigidez, impaciência e distanciamento humano.
Três Recomendações Fundamentais para Gestores 7.1 Praticar a escuta ativa Ouvir mais do que ordenar cria vínculos, aumenta a confiança e favorece soluções assertivas. 7.2 Cuidar da comunicação Comunicar é mais do que falar. Exige: ● tom adequado; ● respeito; ● clareza; ● coerência. 7.3 Reconhecer limites pessoais Gestores não são máquinas. Precisam cuidar da saúde mental, física e emocional. Liderar com humanidade não diminui a autoridade; fortalece-a.
Conclusão A relação entre gestão e profissionais da vigilância é complexa e multifacetada. Práticas gerenciais baseadas no respeito, no diálogo e na empatia geram ambientes saudáveis, equipes engajadas e alto desempenho. Por outro lado, estilos autoritários, comunicação abusiva e falta de equilíbrio emocional resultam em conflitos, queda de produtividade e desgaste psicológico. Conclui-se que a gestão eficaz depende não apenas de habilidades técnicas, mas também de valores humanos, espiritualidade, equilíbrio emocional e maturidade pessoal. Uma liderança transformadora exige autenticidade, clareza, sensibilidade e compromisso com o desenvolvimento coletivo. Referências FREITAS, F. A A Segurança Privada Sob o olhar da Sociologia. São Paulo, Editora Line, 2025. Disponível em: www.sociologiadaseguranca.com.br GARCIA, C. Comunicação e Relações Humanas nas Organizações. São Paulo: Atlas, 2012. LEWIN, K. Teoria do Campo e Dinâmica de Grupo. (Referência conforme edição citada em Garcia, 2012). UNICESUMAR. Manual de Desenvolvimento Integral. Maringá: UNICESUMAR, 2021.
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RESUMO A religião é um fenômeno cultural que antecede a espiritualidade e o bem social de uma determinada civilização. No Brasil, uma das primeiras manifestações culturais surgiu com o Catolicismo Romano, por volta de 1500, difundido principalmente pelos Jesuítas que, ao embarcarem com os portugueses, chegaram à terra que mais tarde seria denominada “Brasil”. Com a chegada dos colonizadores, estabeleceu-se o contato com os povos nativos, chamados pelos europeus de “índios”, iniciando-se, assim, o processo de colonização. Ao constatarem que a população indígena não seria suficiente para suprir a mão de obra escravocrata, os portugueses passaram a investir na compra de pessoas escravizadas vindas da África, o que contribuiu para formar uma sociedade marcada pela diversidade étnica, religiosa e cultural. Diante do avanço de diversas tradições religiosas no país, a presente pesquisa analisa a multiplicidade de crenças no Brasil, o empreendedorismo religioso, os impactos da religião na educação e o descaso com a disciplina escolar. Ao longo do estudo, foi possível observar as contribuições da religiosidade na formação dos educandos, favorecendo o desenvolvimento de seres humanos melhores e estimulando valores morais, éticos e culturais. Como método de investigação, foram utilizados livros, artigos, revistas e dissertações. Palavras-CHAVE: Religião; Civilização; Empreendedorismo; Marketing.
INTRODUÇÃO A história das religiões no Brasil tem início com a presença da Igreja Católica a partir dos anos 1500. Com a chegada dos portugueses, vindos de diferentes regiões do continente europeu, a prática religiosa no território passou a ser representada principalmente pelos jesuítas, tornando-se oficialmente reconhecida como a religião oficial do Brasil em 7 de setembro de 1827 (GAARDER, 2000, p. 305). Os jesuítas organizaram a educação indígena em troca da conversão dos nativos, e, apoiada pelo poder político e pela influência dos grandes proprietários, a Igreja Católica deu início ao processo de evangelização. Segundo Bueno (2013, p. 50), é nesse período que se identifica a fusão das religiões representadas pelas crenças dos povos nativos com o catolicismo, observando-se a evangelização dos indígenas e a preservação de elementos culturais locais para o fortalecimento da Igreja. Esse processo repercutiu na educação dos indígenas e, posteriormente, na dos escravizados trazidos da África, contribuindo para a formação de uma religiosidade diversificada e fragmentada no país. No final do século XX, o crescimento de novas religiões e as divergências doutrinárias chamaram a atenção de sociólogos, teólogos e filósofos, evidenciando a proliferação de diversas igrejas, sobretudo no movimento pentecostal, representado pelas denominações protestantes. Segundo Romeiro (2005, p. 31), esse movimento pode ser classificado em ondas: a primeira, composta pela Congregação Cristã no Brasil e pela Assembleia de Deus; a segunda, por igrejas como Deus é Amor, Brasil para Cristo e Evangelho Quadrangular; e a terceira, marcada pela Teologia da Prosperidade, representada pela Igreja Internacional da Graça de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus e Igreja Mundial do Poder de Deus. Com a presença crescente dessas expressões religiosas, observa-se sua influência na educação, seja por meio de feriados como São João (25 de junho), São José (19 de março) e Natal (25 de dezembro), seja pelo aumento significativo do número de igrejas cristãs no país. A disseminação dessas crenças e suas representações na educação evidenciam que os estudantes estão inseridos em uma cultura religiosa carregada de significados, signos e símbolos, o que contribui para o fortalecimento do empreendedorismo religioso. Essa busca contínua por bens materiais, frequentemente associada a determinadas práticas religiosas contemporâneas, reflete a influência do capitalismo, marcado pela competição, pelo consumo e pela valorização do sucesso individual. Ao analisar o fenômeno religioso brasileiro, esta pesquisa tem como objetivo geral verificar os impactos da religião na educação, bem como a presença da cultura religiosa na escola e o surgimento do empreendedorismo religioso. Entre os objetivos específicos, destaca-se a análise das formas como a educação lida com a diversidade religiosa presente no ambiente escolar. Assim, o trabalho contextualiza a história das religiões no país, o desenvolvimento do empreendedorismo religioso e os efeitos do fenômeno religioso na educação. A presente pesquisa adota o método bibliográfico, utilizando como fontes livros, revistas, monografias e teses de mestrado e doutorado que abordam o fenômeno religioso brasileiro e sua relação com a educação. Para facilitar a compreensão, o texto está organizado em seis seções: a primeira discute o contexto histórico do fenômeno religioso no Brasil; a segunda aborda o marketing da Igreja Católica no processo de evangelização dos indígenas; a terceira analisa a evolução histórica das religiões no país; a quarta trata do empreendedorismo religioso, com ênfase na Teologia da Prosperidade e em outras religiões brasileiras; a quinta discute os desafios do ensino religioso na educação brasileira e seus impactos; e, por fim, examina-se como o ensino religioso se manifesta no ambiente escolar, fundamentado no dispositivo legal da LDB 9.394/96, em seu artigo 33 (BRASIL, 1996), que estabelece o ensino religioso como parte integrante da formação básica do aluno.
CONTEXTO HISTÓRICO DO FENÔMENO RELIGIOSO BRASILEIRO A história das religiões no Brasil está fundamentada em dois grandes momentos. O primeiro tem como referência a evangelização promovida pelos jesuítas; o segundo corresponde à consolidação da filosofia da religião como um campo autônomo de pesquisa no país, marcada pela publicação da obra Católicos, Protestantes, Espíritas, de Cândido Procópio 1Ferreira de Camargo, em 1973. 1 FATEC APOSTILA – Faculdade de Filosofia da Religião, p.(14, 2019). Nesse contexto, compreende-se que a formação religiosa brasileira está profundamente relacionada às grandes navegações realizadas pelos europeus e à chegada de pessoas escravizadas vindas da África. A partir desse processo histórico, o Brasil passou a ser composto por uma sociedade etnicamente diversa e marcada por múltiplas tradições religiosas, entre as quais se destacam Catolicismo, Protestantismo, Espiritismo, Candomblé, Adventismo do Sétimo Dia, entre outras.
O MARKETING DA IGREJA CATÓLICA NA CONTRATAÇÃO DA MÃO DE OBRAS NA COLÔNIA Após a delimitação do espaço brasileiro, uma das primeiras metas do governo português foi a obtenção de mão de obra. Para isso, a Coroa recorreu inicialmente aos povos indígenas, que conheciam profundamente o território. Ao analisar essa relação entre a Coroa e as comunidades indígenas, percebe-se que a dinâmica favorecia os interesses coloniais, sendo dois pontos cruciais na educação indígena: o fortalecimento da religião católica e a utilização dos indígenas como força de trabalho na colônia. A conversão dos nativos não visava apenas inseri-los na Igreja Católica, mas também reforçar o projeto colonial, tanto nas atividades laborais quanto no processo de catequização. Ao observar essa interação entre colonizadores e povos originários, Luiz Mir faz a seguinte observação: “A identidade religiosa lusitana era demarcada pela fronteira de negócios comum com o Deus de Roma. Não havia sombra entre os domínios eclesiásticos e reis, feita da mesma essência política e religiosa (fé católica). Com a junção do trono com o altar na esfera política, da espada com a cruz no terreno militar, o poder real é colocado a serviço do trabalho missionário junto às populações pagãs para obrigatoriamente convertê-las e incorporá-las ao seio de Roma e, automaticamente, ao súdito do rei; ou vice-versa: o súdito do Estado deve necessariamente tornar-se fiel de Roma.” Segundo( Mir, 2007, p. 19). Em determinado momento do processo colonial, a integração entre os povos indígenas e os colonos da nova terra aparentou oferecer uma série de benefícios mútuos. Entre eles, destacavam-se a troca de objetos trazidos de Portugal, a introdução de novos elementos culturais e a sensação de estabilidade social, especialmente porque, segundo a percepção dos colonizadores, muitos aspectos da organização indígena eram considerados frágeis ou insuficientes. Entretanto, uma análise mais aprofundada dos registros históricos dos primeiros períodos da colonização revela que essa aproximação era, na realidade, parte de uma estratégia cuidadosamente elaborada pela Coroa portuguesa. Sob o discurso de proteção e evangelização, escondem-se interesses econômicos e políticos, cujo principal objetivo era transformar os indígenas em mão de obra útil para a exploração da nova terra.
EVOLUÇÃO HISTÓRICAS DAS RELIGIÕES NO BRASIL Nesse contexto, torna-se evidente que o chamado “empreendedorismo religioso” teve seus primeiros contornos na aliança estabelecida entre a Igreja Católica e o Estado. Ambos tiveram papéis determinantes na reformulação dos modos de vida dos povos originários, submetendo-os a processos intensos de catequização e disciplinamento que tinham como finalidade última atender aos interesses coloniais. A conversão religiosa, apesar de apresentada como um gesto de caridade espiritual, estava profundamente vinculada a um projeto de subordinação econômica, resultando na transformação dos indígenas em mão de obra escravizada. Ao mesmo tempo, tal relação contribuía para fortalecer a Contrarreforma no território ultramarino, ampliando a influência da Igreja e garantindo aos senhores coloniais um maior controle social. A dinâmica entre Estado e religião, marcada pela interdependência e pela convergência de interesses, foi determinante para a consolidação de novas formas de organização religiosa ao longo dos séculos. Esse processo não apenas estruturou a hegemonia católica no período colonial, como também preparou o terreno para o surgimento de inúmeras outras expressões de fé no decorrer da história brasileira. Como consequência, estabeleceu-se no país um pluralismo religioso de grandes proporções, caracterizado pela coexistência de diferentes tradições, práticas, crenças e formas de organização comunitária, fenômeno que continua a influenciar profundamente a cultura, a educação e o comportamento social no Brasil contemporâneo, como aponta Gravarem: Hoje, a situação do quadro religioso brasileiro é de competição pluralista entre religiosidades as mais diversas. O quadro é de pluralismo religioso, energizado por um processo de conversão e reconversão muito complexo e dinâmico, com os mais diferentes movimentos de reavivamento das religiões tradicionais, além da incorporação de novas formas de religiosidade, a criação de novas igrejas e até mesmo de algumas novas religiões, não raro com a passagem do conversor por várias possibilidades de adesão religiosa. (GAAREM 200, p. 305). Considerando os diversos períodos da história da religião no Brasil e a pluralidade de igrejas que vêm surgindo, este estudo registrará, para fins históricos, as principais instituições religiosas de maior popularidade. Essa constatação tornou-se mais evidente a partir da década de 1990, conforme apresenta Gaaden, momento em que o cenário religioso brasileiro passou a demonstrar maior dinamismo, crescimento de novas denominações e reconfigurações significativas nas práticas e formas de pertencimento religioso. “Congregação Cristã do Brasil (desde 1910 no Brasil); Assembleia de Deus (desde 1911 no Brasil); Igreja do Evangelho Quadrangular (desde 1953 no Brasil); Igreja Pentecostal O Brasil para Cristo (fundada em 1955); Deus é Amor (fundada no Brasil em 1962); e Casa da Bênção (fundada no Brasil em 1964). As igrejas neopentecostais mais representativas em tamanho e visibilidade são as seguintes, todas elas criadas no Brasil: Igreja de Nova Vida (fundada em 1960); Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra (fundada em 1976); Igreja Universal do Reino de Deus (fundada em 1977); Igreja Internacional da Graça de Deus (fundada em 1980); e Renascer em Cristo (fundada em 1986).”(GAARDER, 2000, p. 313). Na religião, compreende-se que o indivíduo busca o sagrado, reverencia-o, presta-lhe culto e o adora. Esse sentimento direcionado ao sagrado evidencia um estado de quebrantamento, como aponta Lopes ao descrever uma experiência espiritual: “Na ocasião, pela bondosa ação do Espírito Santo, foram aquecidos com esta mensagem e muitas pessoas foram quebrantadas e tocadas pelo dedo de Deus” (LOPES, 2014, p. 17). Nas últimas décadas, vários estudiosos têm se debruçado sobre as mudanças que vêm ocorrendo no fenômeno religioso brasileiro. Cientistas da religião, sociólogos, historiadores e antropólogos, entre outros, têm analisado esse tema sob diferentes perspectivas. Observa-se, nesse contexto, uma busca constante por fama, prestígio e poder, elementos que, aliados à dinâmica da política brasileira, revelam a crescente influência de lideranças religiosas em parceria com partidos políticos. Assim, algumas religiões vêm ganhando espaço significativo no cenário político nacional. Segundo Batista (2007, p. 335), há algum tempo, líderes de duas grandes denominações — Assembléia de Deus e Igreja Universal do Reino de Deus — apresentaram propostas para a reforma política. Conforme um desses líderes, tais sugestões se justificam por dois motivos: primeiro, porque a campanha eleitoral se torna mais barata; segundo, porque, quando a liderança da igreja permite que um político fale à congregação por até quinze minutos, os membros passam a sentir maior confiança, o que aumenta a probabilidade de garantir o voto evangélico. Dessa forma, a expansão de determinadas igrejas no país tem sido influenciada pela atuação da bancada religiosa na política brasileira. Essa observação histórica revela uma espécie de troca de favores que marca a relação entre religião e poder político. Um levantamento publicado em 26 de setembro de 2020, por um site da revista Carta Capital, apresenta evidências concretas da crescente inserção de religiosos na política, conforme destaca Magali Cunha. “São pelo menos 5.555 candidatos que usam alguma referência religiosa na identificação de urna (‘pastor’, ‘padre’, ‘mãe’) ou que registraram ‘sacerdote ou membro de ordem ou seita religiosa’ como ocupação. São quase 2% das 283.316 pessoas que haviam registrado candidatura até 25 de setembro, incluindo 69 candidatos às prefeituras das cidades em todas as regiões do país e 11.481 concorrentes ao cargo de vereador. Entre esses candidatos com identificação religiosa, 82% utilizam os termos ‘pastor/pastora’ ou ‘irmão/irmã” MAGALY, 2018, p. 23). Dessa forma, a partir dos argumentos apresentados, vale ressaltar que os interesses de alguns religiosos — com exceção de uma parcela significativa dos fiéis — revelam mudanças no modo como estes percebem o sagrado. Observa-se que, a partir da interpretação do texto bíblico, tem-se desenvolvido uma busca crescente pelo empreendedorismo religioso, construído por meio de uma linguagem simbólica intensamente marcada por elementos ritualísticos. Essa manifestação é legitimada como uma forma de intervenção divina destinada a beneficiar os fiéis. Em um dos encontros de denominações do movimento neopentecostal, Quitério (2018, p. 110) apresenta uma das características desse empreendedorismo religioso, exemplificada pelo relato de um fiel da Igreja Plenitude do Avivamento, que contribuiu com R$ 100,00 em troca de uma oração voltada à conquista de seus objetivos. “Segundo o ex-participante (C.V), 56 anos, a igreja possuía uma grande quantidade de material de construção dentro de suas dependências, embora ele não tenha conseguido dimensionar a quantidade exata. Naquele dia, o pastor Duque estava realizando campanhas com os tijolos, intituladas ‘A Construção dos Muros’. O participante daquela campanha deveria pagar por um tijolo e carregá-lo consigo. As mulheres deveriam colocá-lo em sacolas ou bolsas. Como ele possuía carro, deveria andar com o tijolo dentro do veículo, sob a promessa de que a vida do fiel que adquirisse aquele tijolo seria abençoada por meio daquele item de construção. O ex-participante relatou que comprou o tijolo e o mantinha sempre no porta-malas do carro, conforme instrução dada pelo líder da IAPTD, para que Deus o abençoasse. O valor de cada tijolo era de cem reais. No ano de 2016, a campanha continuou, mas dessa vez não mais com o tijolo em tamanho original, e sim com um pequeno chaveiro em formato de tijolo. Mediante o pagamento de cem reais, o fiel adquire o chaveiro e, segundo a campanha, teria sua vida coberta por 52 dias de oração.” (QUITÉRIO, 2018, p. 110). A história das religiões na contemporaneidade tem passado por diversas transformações, que se expressam em novas formas de vivência da fé e em modelos de conversão que carregam significados capazes de atrair adeptos das mais variadas instituições religiosas. Essas mudanças revelam uma dinâmica complexa, marcada pela circulação de fiéis entre diferentes tradições, pela busca de experiências espirituais mais personalizadas e pela ressignificação de práticas históricas. Nesse cenário, observa-se que denominações consolidadas, como a Assembleia de Deus (Ministério de Madureira) e a Primeira Igreja Batista, estabeleceram alianças estratégicas com a Igreja Universal do Reino de Deus, culminando na fundação do Conselho Nacional dos Pastores. Tal articulação, conforme aponta Silva (2010, p. 26), demonstra que o campo religioso brasileiro tem experimentado uma reorganização interna significativa, direcionada tanto pela necessidade de fortalecimento institucional quanto pela ampliação de sua influência social e política. A nova proposta do movimento da prosperidade tem despertado a atenção de públicos diversos — religiosos e não religiosos — em grande medida porque suas práticas discursivas e rituais se estruturam sobre uma matriz capitalista que dialoga diretamente com ideais de sucesso, ascensão social e conquista pessoal. Esse movimento se consolida ao promover a ideia de que a fé pode ser materializada em bens, resultados e prosperidade financeira, transformando o sagrado em instrumento de motivação e desempenho. Um dos exemplos mais emblemáticos dessa lógica é a construção da réplica do Templo de Salomão, um mega projeto arquitetônico que passou a receber visitantes de diferentes culturas e tradições religiosas de vários continentes. Essa diversidade de públicos gerou novas dinâmicas de interação que, por sua vez, produzem características históricas, étnicas, culturais, sociológicas e antropológicas inéditas no cenário religioso global. Dessa forma, o movimento não apenas atrai fiéis, mas também se firma como fenômeno sociocultural de alcance internacional.
IMPACTO DAS DIFERENTES RELIGIÕES NA EDUCAÇÃO A educação no Brasil é formada por uma ampla diversidade de etnias, o que se explica pela presença histórica de diferentes povos que aqui chegaram trazendo suas tradições, costumes e culturas. Essa pluralidade étnica resulta da intensa miscigenação e da influência de migrantes vindos de distintas regiões do mundo, como portugueses, africanos, povos nativos, judeus, além de outros grupos que ajudaram a compor o mosaico sociocultural brasileiro. Ao longo do processo histórico, essas populações contribuíram significativamente para a construção da identidade nacional e para a formação dos valores que circulam na sociedade. Assim, compreender a educação brasileira exige reconhecer o impacto dessa diversidade na constituição dos espaços escolares e no modo como os alunos se relacionam culturalmente dentro deles. Considerando essa diversidade cultural, marcada pela convivência de diferentes povos, crenças e práticas religiosas, torna-se fundamental refletir sobre o papel dessas manifestações no contexto da educação nacional. A presença de elementos culturais e religiosos no ambiente escolar deve ser tratada como parte essencial do processo formativo, contribuindo para a inclusão, o respeito e o reconhecimento das identidades dos educandos. Nesse sentido, a escola assume um papel relevante ao promover o diálogo entre culturas e ao reconhecer tradições que se expressam por meio das vivências dos estudantes. Conforme destaca Rocha, a religião é uma experiência interior que se exterioriza nas relações sociais, influenciando comportamentos, valores e interações no cotidiano escolar.
“A relação não é só individual e interior; é também social e histórica. A psicologia revela a origem da religião. A história revela a sua força e alcance na vida social. Isso é muito importante porque, hoje em dia, o desenvolvimento no estudo da psicologia traz uma afirmação revolucionária: que o ser humano é inicialmente social, não individual.” (ROCHA, 2010, p. 31). O Catolicismo Romano detém cerca de 64% da população brasileira, o que evidencia sua forte presença na sociedade. Em uma de suas festas consagradas à Nossa Senhora Aparecida, Rogério e Elesbão, em um texto publicado no site União Apostólica de Famílias, comentam: “[…] mas o importante é que hoje a festa da Mãe de Jesus e a festa das crianças, tão queridas por Jesus, coincidem em um único dia e, assim, unidas, essas duas celebrações alegram ainda mais o dia 12 de outubro.” (ROGÉRIO; ELESBÃO, 2016, p. 2). Ao conversar com uma estudante do primeiro ano do ensino médio, Anabella, ela descreve como esse significado é trabalhado em sala de aula e argumenta: “[…] a professora pede para nós trazermos para a sala de aula brinquedos e, ao finalizar a aula, a professora distribui balinhas.” A respeito da importância desse significado histórico e religioso na educação, compreende-se sua forte presença na formação do educando na atualidade, favorecendo a interação entre estudantes de diferentes crenças e estimulando o respeito à diversidade religiosa no ambiente escolar. O Catolicismo Romano detém cerca de 64 % da população, observando sua presença na sociedade brasileira, em umas das suas festas consagrada a 2Nossa Senhora da Aparecida, Rogério e Elesbão em um site “União Apostólica de famílias”, comentam ¹(…) “ Mas o importante é que hoje, a festa da Mãe de Jesus e a festa das crianças, tão queridas por Jesus, coincidem em um único dia, e assim, unidas, essas duas celebrações alegram ainda mais o dia 12 de outubro. ROGÉRIO E LISBÃO, (2016, p. 2). Ao conversar como uma estudante do primeiro ano do ensino médio, Anabella, trás informações deste significado em sala de aula, e argumenta: 2 ROMEIRO; et al ROGÉRIO, 12 de Outubro – Dia de Nossa Senhora Aparecida e Dia das crianças. Disponível em: uniaodefamilias.com Acesso em: 23 de Jan. de 2022. “[…] a professora pede para nós trazermos para a sala de aula brinquedos e, ao finalizar a aula, a professoras distribui balinhas”. Sobre a importância deste significado histórico e religioso na educação, entende-se sua forte presença no educando na atualidade, levando-os a se interagirem com colegas de religiões diferentes. O impacto das religiões no Brasil se evidencia pela expressiva diversidade de denominações presentes no país. Falcão (2009, p. 2) apresenta algumas delas: Cristianismo, Islamismo, Fé Bahá’í, Judaísmo, Hinduísmo, Ordem Rosa-Cruz, Mormonismo, Testemunhas de Jeová, Adventistas do Sétimo Dia, Espiritismo, Legião da Boa Vontade, Igreja Local de Witness Lee, Nova Vida, Meditação Transcendental, Nova Era, entre outras. Dentro do Cristianismo, especialmente entre as décadas de 1970 e 1980, dois grandes movimentos ganharam destaque no cenário religioso brasileiro. De um lado, o movimento pentecostal, representado por igrejas como a Assembleia de Deus; de outro, as denominações vinculadas ao movimento da Teologia da Prosperidade, representadas principalmente pela Igreja Universal do Reino de Deus, que ampliou sua presença e influência no país. Nessa pluralidade de religiões, o docente frequentemente se depara com alunos que, de alguma forma, representam essas tradições, uma vez que são influenciados pelas relações estabelecidas com pais, familiares e amigos. As pesquisas demonstram que a disposição legal amparada pela Lei nº 9.394/96 é assegurada pela Constituição; no entanto, observa-se que o tema ainda é pouco discutido com os alunos em sala de aula. Sobre esse assunto, Gomes comenta: Dentre a diversidade de estudos relacionados ao Ensino Religioso no Brasil, pouco tem sido produzido no sentido de ampliar a compreensão dessa disciplina nas escolas privadas. Em consequência disso, parte da população — e até mesmo alguns professores — incorre no equívoco de aplicar às instituições mantidas pela livre iniciativa as mesmas legislações e regulamentações concebidas exclusivamente para as escolas públicas (CAMARGO, 2015, p. 20). Ao constatar o crescimento das diferentes religiões no Brasil, observa-se, por outro lado, a carência do ensino religioso nas escolas, assim como a falta de docentes capacitados para explicar de forma clara os significados da religião para os alunos. Sabe-se que a compreensão do ensino religioso pode contribuir significativamente para o desenvolvimento dos princípios éticos, morais e culturais do ser humano. O que se percebe em muitas instituições de ensino é que o professor limita-se a explicar apenas o significado dos feriados, muitas vezes sem possuir conhecimento aprofundado sobre a biografia, crenças e tradições de determinada sociedade. Diante dessa ausência de conhecimento religioso nas escolas brasileiras, evidencia-se a urgência de sua implementação, considerando-a essencial para a formação cidadã e para o exercício consciente da cidadania.
DESAFIOS DO ENSINO RELIGIOSO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA Pesquisas revelam que ainda estamos distante do que foi proposto pela Lei de Diretrizes Bases. Cientes de que o país adotou a laicidade (separação do Estado e a Religião), o ensino religioso na escola é obrigatório, mas considerado pelos pesquisadores como uma disciplina que pouco tem sido ensinada. Para Soares, da forma como se considera o ensino religioso nas escolas, dois papéis são extremamente relevante, a inclusão de docentes e as contribuições que esta disciplina traz: Desta forma, não basta apenas identificar apenas o crescimento religioso no país, considerar apenas os benefícios que esta traz para a educação, faz-se necessário um olhar para o ensino religioso na escola, além disso, é imprescindível que o docente, com ou sem conhecimento desta disciplina, considerando-a como disciplina correlata, explore-a, e que este não se deixe levar para a última aula como às vezes ocorre na sala de aula. Apesar dos desafios da aplicação do ensino religiosos nas escolas brasileiras, docentes com pouco conhecimento de filosofia da religião; considerando essa disciplina como parte importante no bojo da cultura brasileira, a presente pesquisa verifica grandes possibilidades de explorar esse conhecimento e aplicá-lo em sala de aula. Este túnel se abre a partir dos grandes avanços e crescimento do ensino de filosofia da religião. Além disso, nos últimos anos, percebe-se a oferta de vários cursos contendo essa disciplina, como: a Psicologia, História, Filosofia, entre outros. Assim considera-se que, se a educação brasileira conscientizar-se do ensino, visando a possibilidade da disciplina na sala de aula, com mais entusiasmo e clareza, haverá grande possibilidade da civilização brasileira se tornar mais ética, moral e humana, levando a prestação de uma solidariedade mais saudável.
CONSIDERAÇÕES FINAIS Após a apresentação resumida deste estudo, incluindo seus propósitos e desenvolvimentos ao longo dos últimos anos da contemporaneidade, é possível perceber a multiplicidade das religiões no Brasil, o crescimento do empreendedorismo religioso e seus impactos na educação. Isso se deve, em grande parte, à diversidade étnica do país e à riqueza cultural resultante da presença de descendentes de portugueses, indígenas, afrodescendentes, japoneses, ingleses, espanhóis, entre outros. Apesar das transformações ocorridas, dependendo do contexto histórico e da metodologia adotada, foram identificados problemas significativos, tais como a pouca ênfase dada ao ensino religioso nas escolas, a formação insuficiente de professores em filosofia da religião e a ausência de conteúdos capazes de conscientizar e engajar os alunos sobre seu papel diante do fenômeno religioso, da ética, da moral e do convívio social. Ainda que tais problemas sejam visíveis na sociedade, na educação e na cultura, acredita-se que a inclusão adequada do ensino religioso no ambiente escolar contribui de maneira significativa para o desenvolvimento ético dos discentes. Dessa forma, a disciplina pode auxiliar tanto os alunos quanto a sociedade e as famílias a desempenharem papéis fundamentais, promovendo a formação de uma geração futura mais consciente, responsável e otimista.
REFERÊNCIAS BANDEIRA, Alexandre Dresch. A canibalização simbólica do Templo de Salomão pela Igreja Universal do Reino de Deus e rabinação de Edir Macedo. Disponível em: https://midiaticom.org/anais/index.php/seminario-midiati. Acesso em: 15 jan. 2022. BAPTISTA, Saulo. Cultura política brasileira. Tese de doutorado apresentada à Universidade Metodista. Disponível em: https://www.metodista.br. Acesso em: 05 jan. 2022. BUENO, Eduardo. Brasil: uma história. São Paulo: Editora Leya, 2013. CUNHA, Magali. Religião e política: mais do que nunca se discutem. Disponível em: https://www.cartacapital.com. Acesso em: 06 jan. 2022. GAARDER, Jostein; HELLERN, Victor. O livro das religiões. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. LOPES, Dias Fernando. O batismo com fogo. Minas Gerais: Editora, 2014. MIR, Luiz. Partido de Deus: fé, poder e política. São Paulo: Editora Alaúde, 2007. ROCHA, Alessandro. Uma introdução à filosofia da religião na história do pensamento ocidental. São Paulo: Editora Vida Nova, 2010. ROMEIRO, Paulo. Decepcionados com a graça. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2005. CAMARGO, Raquel Adriano Momm Maciel de. [Título não informado]. Disponível em: https://opet.com.br.